O Mieloma Múltiplo é uma patologia que nos últimos anos teve um grande avanço em termos de estratificação de risco e no tratamento. Foram exames que se tornaram mais acessíveis e novas terapias que foram aprovadas para uso no país. O que, infelizmente, ainda acontece é o diagnóstico ser tão tardio no nosso país.
O que é Mieloma Múltiplo?
É uma doença hematológica, do sangue, maligna que leva a o aumento anormal de células chamadas PLASMÓCITOS. Essas células quando aumentadas podem ocasionara a substituição da medula óssea normal com a presença de anemia, por exemplo. Pode favorecer a fratura dos ossos e elevação do cálcio por causa da destruição do osso normal. Outros casos podem levar também a INSUFICIÊNCIA RENAL, inclusive fazendo o paciente a ter necessidade de diálise de urgência.
Por que o diagnóstico às vezes é tardio?
Porque muitas vezes os sintomas se confundem, principalmente os relacionados ao esqueleto. Por isso é importante que todos pacientes sejam avaliados cuidadosamente quanto a suas queixas e sintomas ósseos. A suspeição deve ser ainda maior se ocorre a presença de anemia, elevação do cálcio ou alteração renal, juntamente aos sinais relacionados ao sistema esquelético.
É mais comum em idosos
O Mieloma Múltiplo é uma patologia de pacientes com mais idade, sendo comumente diagnosticada depois dos 50 anos. Isso não quer dizer que não ocorre mais precocemente, porém é incomum. Daí a importância de pacientes mais idosos, que costumam também possuir mais queixas ósseas, não menosprezarem a sua dor. E o profissional médico fazer uma minuciosa avaliação ou encaminhá-los para tal. O atraso no diagnóstico do Mieloma Múltiplo pode levar ao acúmulo de alterações que podem comprometer seriamente a qualidade de vida, como por exemplo fraturas no fêmur que podem deixar imobilizados os pacientes por prolongado tempo com as complicações dessa imobilização. A fratura de uma vértebra pode significar que o paciente poderá ser submetido a uma neurocirurgia, ou mesmo ficar paraplégico.
Como é o diagnóstico?

O diagnóstico não costuma ser difícil. Deve ser o conjunto dos sinais e sintomas clínicos avaliados pelo hematologista associado a exames laboratoriais que irão avaliar a presença de alterações que sugiram que os plasmócitos estão alterados. Assim são avaliados proteínas, entre elas os anticorpos e as cadeias leves, tanto no sangue como na urina. O aspirado da medula óssea (mielograma) é necessário para se avaliar a quantidade de plasmócitos na medula óssea e também para que seja pesquisada a malignidade.
Com o diagnóstico adequado realizado outros exames são necessários para se verificar a gravidade e extensão da doença, no processo que chamamos de estadiamento. Esses exames juntamente com a avaliação do HEMATOLOGISTA direcionará o melhor tratamento a ser feito.
Tem tratamento?
Sim. E o tratamento nos últimos anos tem passado por profundas transformações. Isso tem permitido melhor qualidade de vida, mais tempo de sobrevida, mais tempo de sobrevida sem necessidade de um novo tratamento. Medicamentos quimioterápicos, imunobiológicos, transplante autólogo (o doador é o próprio paciente) de células tronco, radioterapia são exemplos de modalidades terapêuticas que podem ser utilizadas. Hoje as terapias estão mais modernas, muitos sem necessidade de internação. Há diversas situações em que podem ser prescritos para uso oral.
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Importante que com o progresso do diagnostico e da terapia não podemos permitir que uma patologia cujo manejo está melhorando tenhamos pacientes ainda com complicações e sequelas. Converse sempre com seu médico.
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