Como mencionado anteriormente a definição de trombocitopenia é a redução da contagem de plaquetas no hemograma. As causas são diversas e possuem tratamentos e evoluções diversos também.
Todos precisam de tratamento?
Não. Mas deve-se buscar a causa sempre, pois os valores não são absolutos para cada indivíduo, ou seja, depende de variáveis como tempo de surgimento, idade, a causa da trombocitopenia, acesso a serviços de saúde e até mesmo a profissão pode ser considerada para início do tratamento.

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Quais são as causas?
Na maioria das vezes não há uma causa aparente, apesar de se atribuir a origem autoimune, ou seja, anticorpos e o próprio sistema imunológico da pessoa protagonizam a destruição das próprias plaquetas. Pessoas com alguma doença autoimune possuem risco maior de possuir esse tipo de “autodestruição plaquetária”, como lúpus eritematoso sistêmico, por exemplo. Quando ocorre a destruição autoimne das plaquetas denominamos de PÚRPURA TROMBOCITOPÊNICA IMUNOLÓGICA, ou simplesmente PTI.
Todos podem ter PTI?
Sim. Porém é uma patologia de comportamento diferente entre adultos e crianças. Enquanto nos adultos a maioria das vezes não consegue-se identificar um fator desencadeador, nas crianças quase sempre há uma infecção antecedendo o surgimento. Em crianças muitas vezes não ocorre o tratamento, ficando a conduta expectante como padrão na maioria das vezes, pois pode reverter espontaneamente e o tratamento sendo restrito aos casos com maior queda e/ou risco de sangramento. No adultos ocorre o oposto, ou seja, na maioria das vezes esses são tratados, pois a reversão espontânea não é comum. Outra diferença entre as faixas etárias é que em crianças a cronificação, ou seja a necessidade de tratamento prolongado, é incomum, já nos adultos são comumente submetidos a tratamentos prolongados, não raramento mais de um.
Infecções causam queda das plaquetas?
Sim. As plaquetas podem cair devido a quadros infecciosos diretamente ou indiretamente. Indiretamente é quando ocorre o que foi citado no item anterior, ou seja, anticorpos e o sistema imunológico da pessoa em resposta a uma infecção pode levar a redução da contagem de plaquetas. Por outro lado, quadros infecciosos tanto virais como bacterianos podem levar a destruição direta das plaquetas.

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Qual o perigo da queda de plaquetas?
Como afirmado anteriormente é muito variável o impacto da queda de plaquetas na vida pessoa. uma coisa é certa, se muito baixa ocorre a elevação do risco de sangramento. Isso costuma ocorrer quando a contagem é inferior a faixa entre 30.000 e 50.000/mm3. Mas deve ser avaliado todo o quadro do paciente a fim de se verificar melhor esse risco. Por exemplo, se a pessoa utiliza medicações que afetam o funcionamento adequado das plaquetas, como a aspirina, valores alvo podem ser maiores. O mesmo ocorre em pacientes portadores de problemas hepáticos (do fígado) em que ocorre alteração de coagulação, assim é necessário alvos de plaquetas habitualmente maiores.
Como se deve saber se deve ou não se tratar?
O hematologista deve avaliar criteriosamente a causa da trombocitopenia, inclusive afastando a possibilidade de patologias malignas. Por isso a pessoa com trombocitopenia deve ser minuciosamente examinada por meios de análise clínica e laboratorial a fim de indicar a necessidade de terapia. Logo a avaliação por hematologista é essencial. Da mesma forma, o paciente deve detalhar toda a história dele. Detalhes como início, presença de sangramento, história de cirurgias prévias, assim como procedimentos dentários devem ser lembrados e referidos na consulta.
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