Policitemias, quando há “sangue demais”!

Policitemias são o aumento provocado ou não das células vermelhas no sangue.

Policitemia é o aumento da massa eritrocitária no sangue, ou seja, a elevação da quantidade de células vermelhas. Por algum motivo ocorre o acréscimo além do normal dos glóbulos vermelhos circulantes e isso pode ocasionar complicações.

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Glóbulos vermelhos são aumentados nas Policitemias.
Foto por Roger Brown em Pexels.com

Existe a policitemia secundária é quando há um motivo que provoca a elevação dos eritrócitos. Geralmente há aumento da secreção de eritropoietina, um “hormônio” que é liberado principalmente pelos rins em resposta à anemia e hipoxemia. Assim ela eleva-se em casos de pacientes com doenças respiratórias graves, maioria das anemias, doenças cardíacas graves, entre outras e, consequentemente, provoca o aumento da liberação de glóbulos vermelhos da medula óssea.

Quando o aumento não possui um estímulo evidente trata-se de Policitemia Primária ou Policitemia Vera (PV). Mais que 90% dos casos de PV possuem a presença da mutação do gene JAK2. Dessa forma, a pesquisa da mutação por meio de exame molecular pode ser usado no diagnóstico.

Avaliação da medula óssea faz parte da abordagem diagnóstica das policitemias.
Foto por Chokniti Khongchum em Pexels.com

O diagnóstico das policitemias devem considerar a história clínica detalhada com exame físico (detalhada mesmo, até o padrão de sono deve ser interrogado!), antecedentes médicos e cirúrgicos. Exames complementares para avaliação do funcionamento dos pulmões, oxigenação, circulação, dosagem de eritropoietina são também importantes para auxiliar na distinção entre policitemia primária e secundária. A pesquisa de mutação do gene JAK2, biopsia de medula óssea, estudo citogenético são fundamentais na avaliação das policitemias, assim como a pesquisa do BCR-ABL1, que apesar de ser diagnóstico da Leucemia Mieloide Crônica, deve ser negativo na PV.

O principal objetivo do tratamento é reduzir a massa eritrocitária a fim de se minimizar os riscos de complicações, principalmente cardiovasculares. Esse risco costuma ser aumentado se o paciente é portador de comorbidades como diabetes mellitus, hipertensão arterial doenças circulatórias, por exemplo. Assim flebotomias (sangrias) terapêuticas são costumeiramente prescritas. Pode também ser necessário fármacos para reduzir a proliferação de glóbulos vermelhos, como é o caso da hidroxiureia, um dos mais comumente prescrito.

Já foi falado sobre isso no site

Você sabe o que é Policitemia?

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