De fato pode ser trombocitemia essencial! Conheça sobre esse problema hematológico que eleva a contagem de plaquetas.
Quando a plaqueta está elevada?
A trombocitose é quando a contagem de plaquetas está anormalmente elevada. Isso ocorre quando no hemograma nota-se a contagem de plaquetas superiores a 450.000/mm3. Assim, quando porventura há o achado de valores superiores a essa referência deve-se avaliar a possível causa.
Apesar de muitas vezes negligenciada a contagem de plaquetas anormalmente elevada não é uma coisa que deve ser desprezado. Não raramente são encaminhados ao Hematologista pacientes quando a contagem de plaquetas supera valores de 1.000.000/mm3. Porém é importante que todos saibam que a partir de valores superiores a 450.000/mm3 é algo anormal.
Está alto, então é câncer?

Anormal não significa que é maligno! Não é bem assim!. Inclusive a causa mais comum de elevação da contagem de plaquetas são problemas hematológicos benignos, como é o caso da deficiência de ferro e anemia carencial ferropriva.
Existem dois tipos de trombocitose. O casos reativos, também denominados de secundários são os mais comuns. Como o próprio nome define há algum problema secundário que eleva de forma reativa a contagem plaquetária. São situações como ocorrem após infecções, principalmente infecções crônicas, quadros inflamatórios, grandes queimaduras, deficiência de ferro, esplencetomizados, entre outros.
Quando não há nenhuma causa secundária que potencialmente provoca a elevação da contagem de plaquetas é o que denomina-se de trombocitose primária ou TROMBOCITEMIA ESSENCIAL. Mutações genéticas estão envolvidas na possível causa desse problema, dentre elas a mutação do gene JAK2 em quase 50% dos casos. Outros genes que estão envolvidos são o CALR, TPHO, MPL.
Nesse vídeo mostramos como é importante a avaliação da contagem de plaquetas, primeiro para confirmar o diagnóstico e tratar as possíveis causas reativas, que corrigirá o problema. Segundo, pois o diagnóstico de possível causa primária, ou seja oriunda da medula óssea, fará que a instituição de tratamento reduza a possibilidade de complicações relacionadas à elevação das plaquetas, como ocorre com o aumento do risco cardiovascular e trombose, por exemplo.
E o diagnóstico?
O diagnóstico se dá por meio de critérios que devem estar presentes. Obviamente a contagem de plaquetas elevada de forma sustentada é o primeiro critério a ser observado. A presença de mutações do gene JAK2 ou CALR é outro critério a ser observado, assim como a ausência de outras patologias hematológicas. Outros critérios menores também fazem parte, como a presença de aumento de megacariócitos em medula óssea e a ausência de doenças reativas que também podem provocar a elevação de plaquetas.

Uma vez realizado o diagnóstico, não significa que o tratamento será igual. Dependerá da presença de fatores de risco, destacadamente os cardiovasculares, mas também são observados a presença de mutações como JAK2 e CALR. A principal terapia é baseada em medicações citorredutoras como a hidroxiureia, que é a mais comumente adotada. O anagrelide é uma outra opção, seja isoladamente ou associado à hidroxiureia, principalmente em casos onde não há o adequado controle com a primeira droga. O inibidor da JAK2 é também uma possibilidade terapêutica em determinados casos. Em situações específicas o interferon-alfa pode ser necessário para o controle da contagem de plaquetas.
A trombocitemia essencial é uma doença hematológica clonal que faz parte do grupo das doenças mieloproliferativas, que também faz pare a mielofibrose e a policitemia vera. É uma doença da célula tronco.
Comente aí se você conhece sobre a trombocitemia essencial.
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