Denomina-se EOSINOFILIA a elevação acima dos valores considerados normais dos EOSINÓFILOS. Os eosinófilos são células do sangue, são um tipo de glóbulo branco, que atuam também na inflamação e imunidade. Os grânulos que possuem dão a coloração diferenciada pela afinidade ao corante eosina, daí o nome eosinófilo. No interior desses grânulos ocorrem diversas substâncias, que são mediadores inflamatórios, fatores de crescimento, citadinas, enzimas, inclusive RNAse (quebram RNA), sugerindo seu papel até mesmo no combate a determinadas infeções virais.
Por outro lado, os grânulos também são tóxicos se liberados de forma anormal, o que ocorre principalmente no contexto de elevação dessa célula. Por isso a EOSINOFILIA deve ser criteriosamente avaliada, não somente quanto a causa, mas também pelas possíveis sequelas que são oriundas da liberação patológica dos grânulos.
Muitos órgãos podem ter o comprometimento de s funcionamento por causa de eosinófilos. Dentre eles se destacam o coração, intestino, pele, entre outros. No coração, por exemplo, a eosinofilia pode causar sequelas graves como a ENDOMIOCARDIOFIBROSE, que compromete a qualidade de vida do paciente significativamente.

O diagnóstico é suspeitado a partir da avaliação realizada por exame simples, o hemograma, que já foi tema de vídeo aqui no canal, é o exame que inicia toda a investigação, que poderá ainda contar com exames para avaliação hormonal, autoimunidades, doenças inflamatórias e neoplasias. A avaliação de medula óssea não é necessária em todos os casos, porém pode ser fundamental se há suspeita de doença primária da medula óssea, ou se há necessidade de se afastar o comprometimento desse órgão.
Para tratamento depende da origem da eosinofilia, que se há uma causa a correção da causa pode levar a normalização da eosinofilia. Pore’m se há doença da medula óssea pode ser necessária a terapia específica seja com quimioterapias ou inibidores tirosinocinase, que é uma ferramenta a ser utilizada em alguns casos, principalmente se há alterações moleculares.
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